Domingo, 5 Dezembro, 2021
Inicio Boletim Fala o Papa Festa da Alegria e da Paz

Festa da Alegria e da Paz

«A partir daquele dia de Pentecostes, e até ao fim dos tempos, esta santidade, cuja plenitude é Cristo, é proporcionada a quantos se abrem à ação do Espírito Santo»

Na hodierna festa de Pentecostes tem o seu ápice o tempo pascal, centrado sobre a morte e ressurreição de Jesus. Esta solenidade faz-nos recordar e reviver a efusão do Espírito Santo sobre os Apóstolos e sobre os outros discípulos, reunidos em oração com a Virgem Maria no Cenáculo (cf. At 2,1-11). Naquele dia teve início a história da santidade cristã, pois o Espírito Santo é a fonte da santidade, que não é um privilégio para poucos, mas vocação para todos.

Com efeito, mediante o Batismo, todos somos chamados a participar na mesma vida divina de Cristo e, com a Confirmação, a tornarmo-nos suas testemunhas no mundo. «O Espírito Santo derrama a santidade, por toda a parte, no santo povo fiel de Deus» (Exort. ap. Gaudete et exsultate, 6). «Aprouve a Deus salvar e santificar os homens, não individualmente, excluída qualquer ligação entre eles, mas constituindo-os em povo que O conhecesse na verdade e O servisse santamente» (Const. dogm. Lumen gentium, 9).

Já por meio dos antigos profetas o Senhor tinha anunciado ao povo este seu desígnio. Ezequiel: «Dentro de vós porei o meu espírito, fazendo com que sigais as minhas leis e obedeçais e pratiqueis os meus preceitos. […] sereis o meu povo e Eu serei o vosso Deus» (36, 27-28). O profeta Joel: «derramarei o Meu Espírito sobre toda a carne: os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão. […] Naqueles dias, derramarei o Meu espírito também sobre os escravos e as escravas. […] Todo o que invocar o nome do Senhor será salvo» (3, 1-2.5). E todas estas profecias se realizam em Jesus Cristo, «mediador e garantia da perene efusão do Espírito» (Missal Romano, Prefácio depois da Ascensão). E hoje é a festa da efusão do Espírito.

A partir daquele dia de Pentecostes, e até ao fim dos tempos, esta santidade, cuja plenitude é Cristo, é proporcionada a quantos se abrem à ação do Espírito Santo e se esforçam por ser dóceis. É o Espírito que faz experimentar uma alegria plena. O Espírito Santo, derramando-se sobre nós, derrota a aridez, abre os corações à esperança e estimula e favorece a maturação interior na relação com Deus e com o próximo. É quanto nos diz São Paulo: «o fruto do Espírito é: caridade, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, temperança» (Gl 5,22). O Espírito faz tudo isto em nós. Por isso hoje festejamos esta riqueza que o Pai nos dá.

Peçamos à Virgem Maria que obtenha também hoje para a Igreja um Pentecostes renovado, uma juventude renovada que nos proporcione a alegria de viver e testemunhar o Evangelho e «infunda em nós um desejo intenso de ser santos para a maior glória de Deus» (Gaudete et exsultate, 177).

Papa Francisco, Regina Coeli, Praça São Pedro, 20 de maio de 2018

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

MAIS RECENTES

XVIII Domingo do Tempo Comum

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João Quem vem a Mim nunca mais terá fome, quem acredita em Mim nunca mais terá sede (Jo 6,24-35) Naquele...

Saciar a fome de infinito

«Para Jesus não é suficiente que as pessoas o procurem, Ele quer que elas o conheçam» Nestes últimos domingos, a liturgia mostrou-nos a imagem cheia...

XVII Domingo do Tempo Comum

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João Distribuiu-os e comeram quanto quiseram (Jo 6,1-15) Naquele tempo, Jesus partiu para o outro lado do mar da Galileia, ou...

Para que nada se perca!

«O Evangelho convida-nos a permanecer disponíveis e laboriosos, como aquele jovem que se dá conta de que tem cinco pães, e diz: “Ofereço isto,...

ARQUIVO

ARQUIVO (ÚLTIMOS NÚMEROS)