Terça-feira, 27 Julho, 2021
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Por detrás da máscara

Não deve ser fácil viver constantemente no medo, na insegurança, no temor, sem saber se amanhã vai existir um novo dia. Este texto é dedicado a todas aquelas pessoas, sejam homens ou (maioritariamente) mulheres, que moram onde os maus tratos habitam.

A violência doméstica existe e está bem presente na nossa sociedade e comunidade cristã. Seja no namoro ou no casamento. Não acontece só na “casa” dos outros, pode acontecer em qualquer casa, porque nem todos levam a sério o juramento que fizeram de “amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, por todos os dias da nossa vida…”

A violência doméstica é um cancro que precisa de entrar em remissão urgentemente, sobretudo em nome de todas as mulheres que já morreram vitímas de maus tratos, fossem eles físicos ou psicológicos, tentando resistir aos abusos. Pela voz que muitas perderam por não conseguirem mais gritar por ajuda. Por todas as que sofrem em silêncio, sem rumo, presas numa relação tóxica, que sem ajuda não conseguem redescobrir o seu amor próprio.

É preciso olhar à nossa volta e intervir sempre que necessário e “meter a colher” as vezes que forem precisas, porque faz parte de ser cristão cuidarmos uns dos outros, sermos sentinelas. Agitar as águas se for preciso… alguém no meio da multidão irá prestar atenção ao que estamos a dizer ou a fazer.

A vilolência doméstica é um crime público, ou seja, qualquer pessoa o pode denunciar, não depende de queixa por parte da vitíma. Basta alertar as autoridades para que o Ministério Público possa promover o processo.

Um especial alerta: vivemos em situação de pandemia, passamos por estados de emergência, de contingência, confinamentos e quarentenas. O que veio agravar e aumentar os casos de violência.

Lembra-te: TU ÉS FORTE, A TUA VIDA VALE MAIS!

 

Serviço de Informação a Vítimas de Violência Doméstica

Telefone: 800 202 148

Linha SMS: 3060 (grátis, não rastreável)

Email: violencia.covid@cig.gov.pt

Horário: todos os dias, 24h por dia.

Site: cig.gov.pt

APAV (Associação Portuguesa de Apoio à Vitima)

Telefone: 116 006

Horário: Dias úteis, das 9h às 21h

Site: http://www.apav.pt

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