Sexta-feira, 24 Setembro, 2021
Inicio Artigos Nova Época Outubro foi o Mês das Missões. O que vamos fazer agora?

Outubro foi o Mês das Missões. O que vamos fazer agora?

As minhas primeiras palavras são dedicadas aos nossos leitores, para lhes garantir que, embora um pouco atrasados por motivos justificados, voltamos a estar na sua companhia com a boa vontade que nos anima a sermos também missionários, com a ajuda da Graça Divina. Não poderia ser de outra forma, falando de uma Paróquia que foi gerada em terra de missão pelos Missionários Claretianos, um dos quais foi seu fundador, entre muitos outros que estiveram connosco e nos ajudaram na nossa caminhada de fé.

Na verdade, poderíamos dizer que tudo começou com Santo António Maria Claret, apóstolo e profeta com grande devoção ao Imaculado Coração de Maria, quando reuniu um grupo de cinco sacerdotes que comungavam com ele quanto às necessidades de evangelizar o povo e com eles iniciou essa “grande obra” para o serviço missionário da Palavra. Dizia que o seu espírito era para todo o mundo, e queria usar todos os meios possíveis para levar a Palavra de Deus aos quatro cantos da terra. O nosso mais profundo agradecimento a todos os Claretianos que marcaram presença nesta Paróquia durante os nossos primeiros quarenta anos, e continuam a estar presentes sempre que solicitados, em especial aos que se mantêm mais perto de nós, o nosso pároco, Pe. José Diz, e o fundador da nossa paróquia, Pe. José Maia.

Justificam-se, assim, umas breves reflexões para interiorizarmos melhor a ideia do que é ser missionário e como temos obrigação de o ser, cada um da melhor forma que esteja ao seu alcance.

  • Outubro é o mês das missões

Outubro começa com a comemoração de Santa Teresinha do Menino Jesus, reconhecida pela Igreja como a padroeira das missões. A primeira atitude do missionário deve ser a mansidão. O anúncio do Evangelho, da Boa Nova, é um anúncio de Paz, que leva aos mais necessitados a misericórdia que vem do Senhor. Deus, que é Pai das Misericórdias, enviou o seu próprio Filho para evangelizar os pobres, sarar os de coração contrito, anunciar o Ano da Graça e conduzir à salvação todos os povos.

Outubro é também o mês de Nossa Senhora, a mais santa de todas as mulheres. Falando tão pouco e de modo tão suave, ela dizia tudo no silêncio de seu coração. Nossa mãe Maria quer os cristãos unidos e solidários como uma grande família.

  • Todo batizado é missionário

Para começar, é bom guardar uma primeira verdade, teologicamente fundamental: a Igreja Católica tem uma natureza missionária, ou seja, não existiria Igreja sem missão, pois ela foi constituída por Jesus Cristo, para “pregar o Evangelho para todas as criaturas” (cf. Mc 16,15).

Assim, todos os que se unem pelo batismo à Igreja Católica se tornam missionários nela. Portanto, todo o batizado é missionário.

Para ser missionário na Igreja, não é necessário ser padre ou freira, mas simplesmente ser batizado.

Mas como ser um leigo missionário? O que posso eu fazer para “levar o Evangelho de Jesus a todos os povos”? Penso que devemos começar pela nossa própria vida, acertando o passo com o exemplo de Jesus, tendo em vista os seus valores fundamentais, como o respeito à vida, ao próximo e aos mais abandonados.

  • A Família também deve ser missionária

É importante aproveitar este momento para falar da vocação e da missão da família na Igreja e no mundo. A família é o lugar privilegiado de onde saem os verdadeiros missionários sem fronteiras, homens e mulheres que não medem esforços para anunciar o Evangelho em realidades tão difíceis. Com isso descobrimos que o amor ao Evangelho, ao trabalho, o olhar atento para as questões sociais são valores que aprendemos com os nossos pais.

Os pais são os nossos primeiros catequistas, primeiros professores, primeiros teólogos e primeiros doutores. Por seu exemplo, ensinam-nos que só há missão quando amamos, respeitamos e cuidamos dos outros. A família é o lugar onde se formam a personalidade e o caráter de todos aqueles que saem de suas casas para ajudar noutras geografias.

É preciso animar as crianças, os jovens, os adultos, para que vivam a missão em suas respetivas realidades, não somente no âmbito pessoal, como também no profissional, na comunidade e na família. Todos nós somos chamados a ser missionários e a viver como missionários, mas essa missão tem que partir da família e deve mergulhar-nos no exemplo de Jesus, Mestre, Caminho, Verdade e Vida.

Oremos para que os pais saibam transformar a família num ambiente favorável à vivência do diálogo, do respeito, do amor e do encontro pessoal com Jesus Cristo, que é o rosto da misericórdia do Pai. Que Maria, Rainha dos Apóstolos e nossa querida Mãe, fortaleça, acompanhe, guie e anime todas as famílias a nunca perderem o fogo missionário de serem “sal da terra e luz do mundo”.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

MAIS RECENTES

XVIII Domingo do Tempo Comum

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João Quem vem a Mim nunca mais terá fome, quem acredita em Mim nunca mais terá sede (Jo 6,24-35) Naquele...

Saciar a fome de infinito

«Para Jesus não é suficiente que as pessoas o procurem, Ele quer que elas o conheçam» Nestes últimos domingos, a liturgia mostrou-nos a imagem cheia...

XVII Domingo do Tempo Comum

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João Distribuiu-os e comeram quanto quiseram (Jo 6,1-15) Naquele tempo, Jesus partiu para o outro lado do mar da Galileia, ou...

Para que nada se perca!

«O Evangelho convida-nos a permanecer disponíveis e laboriosos, como aquele jovem que se dá conta de que tem cinco pães, e diz: “Ofereço isto,...

ARQUIVO

ARQUIVO (ÚLTIMOS NÚMEROS)